• Pedro Vitor Lopes

A falta de estrutura em tempos de pandemia - por Gilson Aureliano



Estamos no meio de uma pandemia mundial depois de 102 anos da última, a Gripe Espanhola.


Até pensei em falar sobre o assunto, mas tem tantas pessoas falando sobre que prefiro falar sobre outra pauta, a falta de estrutura municipal.


Abreu e Lima tem uma população em torno de 100 mil pessoas e, pasmem, nenhum lugar da cidade hoje para atendimento, por mais simples que seja, de casos suspeitos de Covid 19, H1N1, Dengue ou qualquer outra que precise de uma análise rápida.


Nosso cemitério sofre com o necrochorume, sua falta de estrutura e a sua lotação, que em casos de pandemia se torna um problema sério. Nossa feira municipal ,a cada dia, sofre com a falta de planejamento e investimento. Os feirantes que foram retirados do centro da cidade clamam por ajuda.


A PE 18, porta de entrada para o distrito industrial do município, há anos precisa de melhorias. As áreas de encostas, descuidadas rotineiramente, ano passado ,foram palco de uma tragédia, com grandes chances de se repetir, já que famílias às margens de rios e córregos não dormem tranquilas a cada chuva que chega. E por isso, aproveito para fazer um alerta. Nesse ano, as precipitações tendem a ser maiores, trazendo consequências perigosas.


Além da Covid, pessoas estão perdendo vida por H1N1 e, em breve, caso nada seja feito, teremos uma epidemia de Dengue muito maior que 2014.


São anos e anos sem o mínimo respeito às pessoas que moram, vivem e amam essa cidade. Reina a política de se exibir nas redes sociais com medidas que em nada contribuem para o bem estar da população.

Espero, com fé em Deus, que essa pandemia passe o mais rápido possível, para voltarmos a enxergar com mais propriedade os nossos problemas.