• Pedro Vitor Lopes

Quem venceu a primeira fase da pré campanha?


Com o prazo para filiações partidárias encerrado no último sábado, a corrida para prefeitura entra numa nova fase a partir de agora. Na primeira etapa, sairia vitorioso quem conseguisse formar o time mais competitivo, tanto para a disputa proporcional quanto para majoritária.


Nesse processo, o grupo de Katiana Gadelha (PDT) saiu menor do que entrou. As chapas concorrentes conseguiram minar sua base de apoio, retirando importantes aliados. Na Câmara Municipal, por exemplo, dos quatro parlamentares eleitos ao seu lado em 2016, apenas o vereador Renato Alves permaneceu no grupo. Sem contar que, dos partidos com apoio declarado à Katiana, só o PDT conseguiu fechar uma lista com nomes potenciais, que poderá alcançar até duas vagas no legislativo municipal. Já aliança com Dr. Marcos Siqueira pode ser considerada a grande surpresa neste cenário, visto que que ele figurou por toda sua trajetória política como o anti Gadelha e essa guinada será difícil de explicar a seu eleitorado cativo, fazendo estes votos migrarem para Katiana.


Novato na disputa, o empresário Félix Ventura (DC) investiu seus esforços em também inovar nas chapas proporcionais. A maioria dos nomes do Democracia Cristã, seu partido, e do PV, partido do vice Ton Tavares, são marinheiros de primeira viagem, mas com bom potencial eleitoral, segundo seus interlocutores. A conferir.


Do lado da máquina, Cristiane Moneta (PSB) conseguiu reunir uma boa frente. PSB, PSC, AVANTE e Republicanos fecharam chapas proporcionais fortes, que tendem a favorecer a reeleição de boa parte dos vereadores de mandato que estão na situação, são eles: Elton Vasconcelos (PSB), Carminha da Betânia (PSB), Jairo Kaíto (AVANTE), Senna (Republicanos) e Rubens Rodrigues (PSC). Um contraponto a isto é a própria formação da chapa majoritária, composta por dois nomes sem trajetória eleitoral, o de Cristiane e de seu vice, Pr. Marcos Leite, que nunca disputaram o voto da população e têm suas imagens ligadas a uma gestão com altos índices de impopularidade. Além disso, sua articulação política cometeu um erro crasso ao bombardear o vereador Murilo do Povo, presidente da Câmara e parlamentar mais votado nas eleições de 2016, colocando-o nos braços da oposição.


Já Flávio Gadelha (PSL) tem motivos de sobra para comemorar. Se em 2016, faltou grupo, em 2020, a situação é totalmente diferente. Sem mandato, o ex-prefeito conseguiu reunir uma frente de peso em torno da sua pré candidatura. A começar pelo apoio parlamentar. Os cinco vereadores mais votados nas últimas eleições estão no palanque de Flávio. Juntos, Murilo do Povo, Zeferino, Salomé, Natalicio e Rostand, representam quase 10% do eleitorado abreulimense, poderio politico indispensável na corrida pelo executivo. Conta a favor também o forte time de suplentes que o pré candidato conseguiu reunir nas chapas proporcionais. Além do PSL, Democratas, MDB e Cidadania compõem a base partidária de Flávio, que soube se aproveitar das circunstâncias para costurar uma aliança relevante com o vereador Murilo do Povo, que ocupará a vaga de vice na sua chapa. Talvez o fato mais importante até aqui, pois une o eleitorado cativo e o histórico de gestões bem avaliadas de Flávio ao potencial politico de Murilo que, mesmo sem assumir sua pré candidatura, despontava como terceiro colocado em todas pesquisas internas sobre intenção de voto para prefeitura.