• Pedro Vitor Lopes

Prefeitura precisa reagir à altura no combate aos efeitos do Coronavírus



O aumento exponencial do números de infectados pelo novo coronavírus em Abreu e Lima está pondo em cheque a capacidade do Comitê de Enfrentamento ao Coronavírus, comandado pela Secretária de Finanças, Cristiane Moneta. De quinta a segunda feira, o total de casos registrados na cidade pulou de 1 para 13, ou seja, um aumento de 1200% , em menos de cinco dias.


A situação alarmante carece de medidas mais enérgicas. A primeira delas diz respeito ao sistema municipal de saúde. Em um momento que leitos hospitalares estão cada vez mais escassos em todo o Estado, a Prefeitura de Abreu e Lima contribui para o colapso, a medida que não reabre o Hospital Maternidade, único da cidade, e nem constrói um hospital de campanha no município para tratar os portadores da COVID-19.


Até aqui, a Prefeitura tem optado pelo isolamento residencial dos infectados que, segundo apurou o Correio, não têm recebido a devida assistência da Secretária de Saúde. Vale salientar, que a reforma do Hospital Maternidade já está concluída, mas, por falta de equipamentos não há previsão para reinauguração. Com a escalada do Coronavírus, não seria o caso de apressar essas aquisições? Até quando se vai esperar para disponibilizar mais leitos à população? Não seria o caso de distribuir materiais de higiene e máscaras a população mais carente?


Do outro lado da crise, há o aspecto socioeconômico. A pandemia provocou o fechamento do comércio, restaurantes e escolas, uma limitação necessária, mas que trará duras consequências à economia local e ao sustento das famílias, principalmente daquelas que dependem do trabalho autônomo ou informal.

Se tanto o Governo Federal quanto o Estadual estão se mobilizando para ajudar empregadores e trabalhadores, por que o Governo Municipal deveria ficar de fora? Em quase um mês de restrições ao setor, o Comitê não apresentou nenhum plano para socorrer a atividade econômica do município.


Descontos e parcelamento de impostos, abertura de linhas de crédito, adiantamento do 13º salário dos servidores, distribuição de cestas básicas aos trabalhadores afetados, são medidas plenamente possíveis e que deveriam ser cogitadas pelo Governo Municipal.


Apesar do decreto que impõe restrições à circulação de pessoas, muitas são as queixas de que as medidas tem sido reiteradamente descumpridas por parte da população, que insiste em se aglomerar, favorecendo a circulação do vírus. Uma prova de que apenas trabalho de conscientização não dá conta do problema. A prefeitura precisa reagir de acordo com a complexidade da crise. Ainda há tempo.