• Pedro Vitor Lopes

Políticos precisam aprender que serviços públicos não são caridade



A temporada de capinação, troca de lâmpadas, recapeamento, entre outros serviços, começou em Abreu e Lima.

A cada quatro anos, serviços públicos essenciais à manutenção da cidade tornam-se, equivocadamente,plataforma eleitoral para antigos e novos políticos, sobretudo, aqueles ligados à máquina.

Um comportamento que revela o quanto atrasada ainda é nossa política, pois o atendimento a direitos básicos da população é vendido como favor ou heroísmo, quando, na verdade, não passa de obrigação dos governantes. Será que um cidadão abreulimense, ao chegar na Secretária de Obras, terá sua solicitação atendida tão rápido quando um pré candidato do governo? Será que um pré candidato da oposição tem alguma chance de ver sua solicitação atendida? Será que a maquina pública está a serviço do interesse coletivo ou apenas do interesse eleitoral de quem a cerca? Cuidar da cidade é um exercício somente para cada quatro anos? Certamente não.


A respostas a essas questões devem servir de reflexão para todos nós, quer sejamos eleitores ou elegíveis. Abreu e Lima precisa superar a política do assistencialismo, que se aproveita da vulnerabilidade da população para angariar votos.


Nossa cidade precisa enfrentar o futuro com uma nova mentalidade, entrar de vez no século XXI. Onde direitos não sejam moeda de troca, nem sirvam exclusivamente à promoção individual. Não podemos aceitar migalhas como se fosse banquete. Ao povo o que é do povo e nada mais.