• Pedro Vitor Lopes

Gilson Aureliano Jr. comenta entrevista de Félix e Tom ao Correio


por Gilson Aureliano Jr.

Sem dúvida, entrevistar futuros postulantes a prefeitura de Abreu e Lima é um desafio, e o correio abreuelimense se antecipou aos demais meios de comunicação e fez sua primeira entrevista com os pré candidatos à prefeitura municipal, Félix Ventura e o Vice Washington Tavares.


Particularmente gostei muito da forma que a entrevista foi feita, de modo franco e aberto, com os dois novos personagens na política Municipal. É bem verdade que, como falta menos de 10 meses da eleição, os dois vão correr contra o tempo para convencer o eleitor que não são mais do mesmo.


A entrevista teve pontos positivos, como a forma que Félix Ventura se apresentou, como um abreuelimense frustado e que pela falta de opção e desejo de mudança se apresenta como a nova política.


Outro ponto positivo, é a majoritária já ter definido candidato e vice, já que é muito difícil, na conjuntura atual, ter um vice de peso, e sim, a chapa ganha muito com " Ton" Tavares como vice e alinhado nessa nova política.


Por outro lado na entrevista, o pré candidato a Vice se posicionou contra a oposição e não sendo oposição a situação. Como Washington Tavares foi secretário importante da gestão até o ano passado, esse talvez seja um ponto de interrogação na narrativa dessa candidatura. Como se opor a uma gestão em que teve participação direta? E se não se opor qual o motivo de fazer parte de uma candidatura de oposição?


Mas sem dúvida são nomes importante na disputa, aumentam o poder de escolha e numa eleição tão polarizada em poucos candidatos tradicionais, essa Nova política promete não ser mais do mesmo...


Mas fico me perguntando, como ganhar uma eleição sem ter uma base política de vereadores, suplentes, apoiadores em grande número? Como fazer com que Félix Ventura, nome ainda desconhecido da maioria, seja um candidato competitivo? E como vencer uma eleição saíndo praticamente de Janeiro desse ano, já que todos os pré candidatos já estão há anos trabalhando para chegar fortes em Outubro de 2020.


Mas uma coisa ficou clara, a capacidade que os dois tem de crescimento e o forte discurso. Podem encontrar espaço nos Anti Gadelhas, nos grupos descontentes com a gestão e aqueles que tem o voto de opinião. O tempo dirá se será uma candidatura da Nova política ou Mais do mesmo.